É impossível crer em Jesus pela metade! Parece loucura o que escrevo, mas loucura mesmo é fragmentar a pessoa de Jesus e seus ensinamentos. Não há dúvidas que o discurso de Jesus sobre o Pão da Vida foi o mais radical de todos os discursos, talvez você pense que foi radical em relação aos ouvintes de Jesus, pelo contrário, foi radical para Jesus! Sobre o fato de ser Ele mesmo o Pão da Vida, e dar a sua carne e seu sangue para que tenhamos comunhão com Ele E d'Ele recebermos a vida eterna, Jesus não abriu mão. Mesmo percebendo que muitos de seus seguidores O deixaram por causa de Sua Palavra, Ele não abriu mão da verdade. E colocou até mesmo os seus mais amados discípulos a prova diante da verdade a respeito do Pão da Vida, "Quereis vós também retirar-vos?"(Jo 6,67b). Jesus, não abre mão de sua presença na Eucaristia! Por isso, quero com Pedro, e com ele e com toda a Igreja, dizer: eu creio! " Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus!" (Jo 6,68-69). Essa é a verdade que guardada no depósito da fé da Igreja, velada com todo amor pelo seu Sagrado Magistério, é transmitida a quase dois mil anos pela Sagrada Tradição, de acordo com a sucessão apostólica de forma ininterrupta, de Pedro à Bento XVI.
Não crer na presença real de Jesus na Eucaristia, é no mínimo (e já é loucura), fragmentar a Palavra de Deus, e reduzi-la ao sopro de qualquer vã doutrina, e ferir o coração da Igreja de Cristo! Por que o coração da Igreja é justamente a Eucaristia. O princípio da Igreja é a Eucaristia! O fim último da Igreja é a Eucaristia. O caminho da Igreja é a Eucaristia! Por que a Eucaristia é Cristo, o Vencedor, o Reis dos Reis!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Dimensão Humana da Redenção - Redemptor Hominis
"O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente. E por isto precisamente Cristo Redentor, como já foi dito acima, revela plenamente o homem ao próprio homem. Esta é - se assim é lícito exprimir-se - a dimensão humana do mistério da redenção. Nesta dimensão o homem reencontra a grandeza, a dignidade e o valor próprios da sua humanidade. No mistério da redenção o homem é novamente "reproduzido" e, de algum modo, é novamente criado. Ele é novamente criado! "Não há judeu nem gentio, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher: todos vós sois um só em Cristo Jesus". O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente - não apenas segundos imediatos, parciais, não raro superficiais e até mesmo só aparentes critérios e medidas do próprio ser - deve, com a sua inquietude, incerteza e também fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte, aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar nele com tudo o que é em si mesmo, deve "apropriar-se" e assimilar toda a realidade da encarnação e da redenção, para se encontrar a si mesmo. Se no homem se realizar este processo profundo, então ele produz frutos, não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha perante si próprio. Que grande valor deve ter o homem aos olhos do Criador, se "mereceu ter um tal e tão grande Redentor" se "Deus deu o seu Filho", pra que ele, o homem, "não pereça, mas tenha a vida eterna".
Na realidade, aquela profunda admiração a respeito do valor e dignidade do homem chama-se Evangelho, isto é, a Boa Nova. Chama-se também cristianismo. Tal admiração determina a missão da Igreja no mundo, também, e talvez mais ainda, "no mundo contemporâneo". Essa admiração e, ao mesmo tempo, persuasão e certeza, que na sua profunda raiz é a certeza da fé, mas que de modo recôndito e misterioso vivifica todos os aspectos do humanismo autêntico, está intimamente ligada a Cristo. Ela estabelece também o lugar do mesmo Jesus Cristo - se assim se pode dizer - o seu particular direito de cidadania na história do homem e da humanidade. A Igreja, que não cessa de contemplar o conjunto do mistério de Cristo, sabe com toda a certeza da fé, que a redenção que se realizou por meio da Cruz, restituiu definitivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua existência no mundo, sentido que ele havia perdido em considerável medida por causa do pecado. E por isso redenção realizou-se no mistério pascal, que, através da cruz e da morte, conduz à ressurreição.
A tarefa fundamental da Igreja de todos os tempos e, de modo particular, do nosso, é a de dirigir o olhar do homem e de endereçar a consciência e experiência de toda a humanidade para o mistério de Cristo, de ajudar todos os homens a ter familiaridade com a profundidade da redenção que se realiza em Cristo Jesus.
Simultaneamente, toca-se também a esfera mais profunda do homem, a esfera - queremos dizer - dos corações humanos, das consciências humanas e das vicissitudes humanas." (Redemptor Hominis n. 10 - João Paulo II)
Na realidade, aquela profunda admiração a respeito do valor e dignidade do homem chama-se Evangelho, isto é, a Boa Nova. Chama-se também cristianismo. Tal admiração determina a missão da Igreja no mundo, também, e talvez mais ainda, "no mundo contemporâneo". Essa admiração e, ao mesmo tempo, persuasão e certeza, que na sua profunda raiz é a certeza da fé, mas que de modo recôndito e misterioso vivifica todos os aspectos do humanismo autêntico, está intimamente ligada a Cristo. Ela estabelece também o lugar do mesmo Jesus Cristo - se assim se pode dizer - o seu particular direito de cidadania na história do homem e da humanidade. A Igreja, que não cessa de contemplar o conjunto do mistério de Cristo, sabe com toda a certeza da fé, que a redenção que se realizou por meio da Cruz, restituiu definitivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua existência no mundo, sentido que ele havia perdido em considerável medida por causa do pecado. E por isso redenção realizou-se no mistério pascal, que, através da cruz e da morte, conduz à ressurreição.
A tarefa fundamental da Igreja de todos os tempos e, de modo particular, do nosso, é a de dirigir o olhar do homem e de endereçar a consciência e experiência de toda a humanidade para o mistério de Cristo, de ajudar todos os homens a ter familiaridade com a profundidade da redenção que se realiza em Cristo Jesus.
Simultaneamente, toca-se também a esfera mais profunda do homem, a esfera - queremos dizer - dos corações humanos, das consciências humanas e das vicissitudes humanas." (Redemptor Hominis n. 10 - João Paulo II)
terça-feira, 4 de maio de 2010
"Mesmo o enfermo diga: Eu sou guerreiro"
Escolhi um bom dia pra escrever sobre a força de Deus, logo hoje que me encontro "recolhido" por causa de uma forte enxaqueca, mas isso não se compara as enormes lutas que muitos enfrentam com longos e dolorosos tratamentos das mais variadas enfermidades. Não tenho dúvidas que as palavras que seguem esse texto trarão um conforto e um novo vigor também para essas pessoas, por que são palavras meditadas da Palavra de Deus.
De onde vem essa força para que uma pessoa no auge de uma enfermidade, ou até mesmo no meio das angústias e tribulações, possa viveer como um "guerreiro"?
Creio que provenha desta perspectiva: "E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado"(Rm 5,5). A esperança não engana! Só Deus não engana! Pois só Ele é Luz e não tem treva alguma (Cf. I Jo 1,5). Então N'ele podemos esperar, confiar. E a promessa é grande para quem confia no Senhor: "Mas aqueles que contam com o Senhor renovam as suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão pra frente sem se fatigar"(Is 40,31). Lembre-se: Deus não engana, só Ele pode nos dar uma esperança que não engana, por que só Ele é capaz de realizar tudo o que diz.
Essa esperança é acompanhada com uma ação concreta de Deus: o Amor derramado em nossos corações. Não é algo teórico. São Paulo não está falando daquilo que estudou, nem mesmo quando estudava na mais renomada escola farisaica, a escola de Gamaliel. Ele está falando de uma experiência real e tão forte que mudou completamente a sua vida, e chega até mesmo exclamar que fica constrangido diante do tão grande amor de Deus (Cf. II Cor 5,14). Essa certeza experencial do amor de Deus, que nos é dada pelo Pai, em Cristo, no Espírito Santo, é que alimenta o nosso coração de esperança. É perceptível isso justamente na sequência do trecho da carta aos Romanos 8,28-39:
v.28: "Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus".
v.31: "Se Deus é por nós quem será contra nós?"
v.35: "Quem nos seprará do amor de Cristo?"
v.37: "Mas, em todas essa coisas somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou".
E depois de relatar as mais variadas formas tanto naturais como sobrenaturais que podem afetar a nossa vida, ele termina praticamente com um grito cheio de esperança, uma esperança fundamento de sua fé:v.39: "...nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, Nosso Senhor".
Aqui podemos compreender por que tantos homens e mulheres deram e ainda dão, graças a Deus, a sua vida como testemunho martirizado, a ponto de se entregar as feras ou até mesmo dar a sua vida em troca de outra pessoa nos campos de concentração da 2º guerra mundial. Eles tinham uma esperança, que era o princípio e alimento de sua força que os tornam capazes de tais atitudes, como dis Aléxis Riau: "Na alma totalmente abandonada ao Espírito Santo, o dom da Fortaleza consiste numa disposição sobrenatural que a torna capaz de empreender as ações mais difíceis e suportar as provas mais duras por amor a Deus e pela glória do seu Nome"(A ação do Espírito Santo na alma - Ed. Quadrante 1998). Por amor a Deus e pela glória do seu Nome! Só pode viver essa experiência quem primeiro é amado por Deus, e São Paulo nos diz que o amor é dado pelo Espírito Santo, que é o próprio amor em Pessoa! O amor nos dá esperança, que por sua vez gera a fortaleza! É graça de Deus, mas que deve ser assumida pela fé por cada um de nós. Creio que é justamente disso que Santa Terezinha falava quando escreveu sobre uma graça recebida no Natal de 1886: "Ele [Deus] me tornou forte e corajosa [...], e desde então tenho caminhado de vitória em vitória, começando, por assim dizer, uma carreira de gigante". Eis uma "valente guerreira". Hoje é um excelente dia,para eu e você, começarmos a nossa carreira de gigantes, e dizermos com o Apóstolo: "Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para a nossa ruína; somos de manter a fé, para a nossa salvação". (Hb 10,39). É interessante notar que na sequência da carta aos Hebreus no capítulo 11, temos a definição de fé e logo em seguida uma vedadeira lista de homens e mulheres que tiveram "carreira de gigante".
Só me resta pedir ao Espírito Santo, que em mim e em você, ele derrame Amor! Assim teremos a esperança que não engana, e uma fortaleza de "guerreiros" e uma carreira de "gigantes".
Deus os(as) abençoe.
De onde vem essa força para que uma pessoa no auge de uma enfermidade, ou até mesmo no meio das angústias e tribulações, possa viveer como um "guerreiro"?
Creio que provenha desta perspectiva: "E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado"(Rm 5,5). A esperança não engana! Só Deus não engana! Pois só Ele é Luz e não tem treva alguma (Cf. I Jo 1,5). Então N'ele podemos esperar, confiar. E a promessa é grande para quem confia no Senhor: "Mas aqueles que contam com o Senhor renovam as suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão pra frente sem se fatigar"(Is 40,31). Lembre-se: Deus não engana, só Ele pode nos dar uma esperança que não engana, por que só Ele é capaz de realizar tudo o que diz.
Essa esperança é acompanhada com uma ação concreta de Deus: o Amor derramado em nossos corações. Não é algo teórico. São Paulo não está falando daquilo que estudou, nem mesmo quando estudava na mais renomada escola farisaica, a escola de Gamaliel. Ele está falando de uma experiência real e tão forte que mudou completamente a sua vida, e chega até mesmo exclamar que fica constrangido diante do tão grande amor de Deus (Cf. II Cor 5,14). Essa certeza experencial do amor de Deus, que nos é dada pelo Pai, em Cristo, no Espírito Santo, é que alimenta o nosso coração de esperança. É perceptível isso justamente na sequência do trecho da carta aos Romanos 8,28-39:
v.28: "Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus".
v.31: "Se Deus é por nós quem será contra nós?"
v.35: "Quem nos seprará do amor de Cristo?"
v.37: "Mas, em todas essa coisas somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou".
E depois de relatar as mais variadas formas tanto naturais como sobrenaturais que podem afetar a nossa vida, ele termina praticamente com um grito cheio de esperança, uma esperança fundamento de sua fé:v.39: "...nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, Nosso Senhor".
Aqui podemos compreender por que tantos homens e mulheres deram e ainda dão, graças a Deus, a sua vida como testemunho martirizado, a ponto de se entregar as feras ou até mesmo dar a sua vida em troca de outra pessoa nos campos de concentração da 2º guerra mundial. Eles tinham uma esperança, que era o princípio e alimento de sua força que os tornam capazes de tais atitudes, como dis Aléxis Riau: "Na alma totalmente abandonada ao Espírito Santo, o dom da Fortaleza consiste numa disposição sobrenatural que a torna capaz de empreender as ações mais difíceis e suportar as provas mais duras por amor a Deus e pela glória do seu Nome"(A ação do Espírito Santo na alma - Ed. Quadrante 1998). Por amor a Deus e pela glória do seu Nome! Só pode viver essa experiência quem primeiro é amado por Deus, e São Paulo nos diz que o amor é dado pelo Espírito Santo, que é o próprio amor em Pessoa! O amor nos dá esperança, que por sua vez gera a fortaleza! É graça de Deus, mas que deve ser assumida pela fé por cada um de nós. Creio que é justamente disso que Santa Terezinha falava quando escreveu sobre uma graça recebida no Natal de 1886: "Ele [Deus] me tornou forte e corajosa [...], e desde então tenho caminhado de vitória em vitória, começando, por assim dizer, uma carreira de gigante". Eis uma "valente guerreira". Hoje é um excelente dia,para eu e você, começarmos a nossa carreira de gigantes, e dizermos com o Apóstolo: "Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para a nossa ruína; somos de manter a fé, para a nossa salvação". (Hb 10,39). É interessante notar que na sequência da carta aos Hebreus no capítulo 11, temos a definição de fé e logo em seguida uma vedadeira lista de homens e mulheres que tiveram "carreira de gigante".
Só me resta pedir ao Espírito Santo, que em mim e em você, ele derrame Amor! Assim teremos a esperança que não engana, e uma fortaleza de "guerreiros" e uma carreira de "gigantes".
Deus os(as) abençoe.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Ame a sua dor - Por Henri Nouwen
Paul Brand era médico e missionário em uma colônia de leprosos. Uma das muitas frases que ele nos deixou foi: ame a sua dor. Ao nos explicar o significado desta frase, ele se baseou em sua experiência como médico e como missionário. Uma vez, ele nos disse que tínhamos uma imagem errada dos leprosos, ao imaginá-los sempre sem os dedos ou até mesmo sem o nariz. Na verdade, chegamos à conclusão errônea de que estas mutilações são consequência da lepra (ou doença de Hansen) em si.
O que ocorre é que os leprosos perdem a sensibilidade. É o que a doença de Hansen realmente causa: ela faz que as pessoas não sintam dor. Elas podem tocar um fogão ou uma panela sem se dar conta que eles estão queimando de quente, até que um dedo caia. Ou coçar o nariz até que ele se infeccione e acabe caindo. Agora fica muito claro o que o dr. Brand quis dizer ao nos aconselhar a amar a nossa dor.
Todo tipo de dor nada mais é do que uma espécie de conselheiro, que nos diz algo sobre nós mesmos. Ela pode ser física, emocional ou mesmo espiritual. Podemos estar doentes, experimentar uma série de sentimentos ou nossas vidas podem estar sem rumo.
O dr. Brand costumava dizer que devíamos amar nossa dor, e parte deste amor se manifestaria na possibilidade de podermos investigar as suas origens. Do mesmo modo que ocorre com uma pérola de grande valor, podemos descobrir alguma coisa sobre nós mesmos. Mas que tipo de coisa poderíamos descobrir a nosso respeito? Isso é uma decisão que varia de pessoa para pessoa.
Um outro médico, dr. David D. Burns, escreveu um livro sobre as diferentes origens do desconforto psicológico. O título do livro é Sentindo-se bem: A nova terapia do humor. Neste livro, o dr. Burns, que é professor de psiquiatria, discute as possíveis causas do desconforto psicológico. É um livro que vale a pena ler.
Como vocês devem ter notado, acredito que noventa e cinco por cento do sofrimento humano é desnecessário e, em grande medida, de origem neurótica. Quando uma pessoa querida morre, nunca mais veremos esta pessoa novamente. Isso sim é que é sofrimento. Mas sempre podemos fazer algo para minorar nosso complexo de culpa, nossa ansiedade em relação ao futuro ou complexo de culpa, nosssa ansiedade em relação ao futuro ou nosso complexo de inferioridade, e é isto o que sempre deveríamos fazer.
Como diria o dr. Brand, devemos amar a nossa dor e investigar as suas causas, onde quer que elas estejam.
Quanto mais nos deixarmos abater pela dor, menor será a nossa capacidade de amar e de cuidar do próximo.
(Texto do livro: Histórias do meu coração. Henri Nouwen - Ed. Loyola)
O que ocorre é que os leprosos perdem a sensibilidade. É o que a doença de Hansen realmente causa: ela faz que as pessoas não sintam dor. Elas podem tocar um fogão ou uma panela sem se dar conta que eles estão queimando de quente, até que um dedo caia. Ou coçar o nariz até que ele se infeccione e acabe caindo. Agora fica muito claro o que o dr. Brand quis dizer ao nos aconselhar a amar a nossa dor.
Todo tipo de dor nada mais é do que uma espécie de conselheiro, que nos diz algo sobre nós mesmos. Ela pode ser física, emocional ou mesmo espiritual. Podemos estar doentes, experimentar uma série de sentimentos ou nossas vidas podem estar sem rumo.
O dr. Brand costumava dizer que devíamos amar nossa dor, e parte deste amor se manifestaria na possibilidade de podermos investigar as suas origens. Do mesmo modo que ocorre com uma pérola de grande valor, podemos descobrir alguma coisa sobre nós mesmos. Mas que tipo de coisa poderíamos descobrir a nosso respeito? Isso é uma decisão que varia de pessoa para pessoa.
Um outro médico, dr. David D. Burns, escreveu um livro sobre as diferentes origens do desconforto psicológico. O título do livro é Sentindo-se bem: A nova terapia do humor. Neste livro, o dr. Burns, que é professor de psiquiatria, discute as possíveis causas do desconforto psicológico. É um livro que vale a pena ler.
Como vocês devem ter notado, acredito que noventa e cinco por cento do sofrimento humano é desnecessário e, em grande medida, de origem neurótica. Quando uma pessoa querida morre, nunca mais veremos esta pessoa novamente. Isso sim é que é sofrimento. Mas sempre podemos fazer algo para minorar nosso complexo de culpa, nossa ansiedade em relação ao futuro ou complexo de culpa, nosssa ansiedade em relação ao futuro ou nosso complexo de inferioridade, e é isto o que sempre deveríamos fazer.
Como diria o dr. Brand, devemos amar a nossa dor e investigar as suas causas, onde quer que elas estejam.
Quanto mais nos deixarmos abater pela dor, menor será a nossa capacidade de amar e de cuidar do próximo.
(Texto do livro: Histórias do meu coração. Henri Nouwen - Ed. Loyola)
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ministério Jovem - Eu faço parte dessa história
Uma pessoa que não tem história é um vazio só. História é tudo aquilo que vivemos e que de fato nos construiu. Ao olhar a minha história pessoal percebo tantas coisas bonitas e marcantes que já vivi. Mas sem dúvida alguma fazer parte do Ministério Jovem da RCC (antiga Secretaria Marcos), mudou os rumos da minha vida, mudou a minha história. Jesus é minha vida, e eu sou grato a Ele por ter se deixado encontrar justamente em um grupo de oração jovem no ano de 1995, foi ali que também encontrei todo o trabalho de juventude da RCC. Dali em diante, a partir do meu grupo de oração, fui me envolvendo no trabalho com a juventude, primeiramente na arquidiocese de Curitiba e como consequência disso acabei por exercer o serviço da coordenaçãodo no Ministério Jovem arquidiocesano, depois a coordenação estadual e também a nacional, são quatorze anos de trabalho nesse ministério, glória a Deus por isso!
Toda essa caminhada me construiu, foi um grande alicerce para ser o homem que sou hoje e me projeta para o homem melhor que devo ser a cada dia da minha vida.
A espiritualidade sempre forte vivenciada pela busca constante do Batismo no Espírito, que tem como consequência direta um vivo e forte desejo pela Palavra de Deus, pela Eucaristia, pelo amor a Virgem Maria e também pela vida em comunidade, foram e ainda são as marcas constantes desse serviço a juventude através da RCC.
Outra coisa muito importante que aprendi nesses anos de ministério jovem foi sobre a responsabilidade social e política que devemos ter, aqui no estado do Paraná tive realmente a graça de ser formado nesse aspecto, sendo algo que ainda lutamos fortemente, e não tenho dúvidas que marcaremos a vida pública de nosso estado e rezamos para que também marquemos o nosso país!
Mas o que ganhei mesmo foi uma grande família! E que família! Somos mais que amigos, carregamos dentro de nós um amor profundo, comprometido e zeloso, que não deixa de ter seus altos e baixos, mas que nunca deixa de ser amor. Talvez temos laços entre nós mais fortes do que laços de família de sangue.
Hoje com 32 anos, casado e pai, não consigo desvincular a minha vida do trabalho com a juventude, me sinto apaixonado por ela, me identifico com ela, e com toda modéstia creio que ela se identifica comigo, pelo menos no ambiente religioso em que vivo. Como me diz um grande amigo: "agora você é assessor...rsrsrs", diz isso por causa do documento 85 da CNBB que diz que a juventude vai até aos 29 anos...
Eu faço parte da história do ministério jovem e ele da minha! Hoje quando ando pregando o evangelho por tantas cidades vejo quantos jovens fizeram sua experiência com Deus e me alegro no Senhor, e agradeço a Ele por me fazer digno dessa história. Você meu querido amigo e minha querida amiga, que lê essas simples palavras, você também é chamado a construir essa história, a marcar a sua vida com a presença do Reino de Deus. Somos Sentinelas da Manhã... sobre isso escrevo outra hora...
Toda essa caminhada me construiu, foi um grande alicerce para ser o homem que sou hoje e me projeta para o homem melhor que devo ser a cada dia da minha vida.
A espiritualidade sempre forte vivenciada pela busca constante do Batismo no Espírito, que tem como consequência direta um vivo e forte desejo pela Palavra de Deus, pela Eucaristia, pelo amor a Virgem Maria e também pela vida em comunidade, foram e ainda são as marcas constantes desse serviço a juventude através da RCC.
Outra coisa muito importante que aprendi nesses anos de ministério jovem foi sobre a responsabilidade social e política que devemos ter, aqui no estado do Paraná tive realmente a graça de ser formado nesse aspecto, sendo algo que ainda lutamos fortemente, e não tenho dúvidas que marcaremos a vida pública de nosso estado e rezamos para que também marquemos o nosso país!
Mas o que ganhei mesmo foi uma grande família! E que família! Somos mais que amigos, carregamos dentro de nós um amor profundo, comprometido e zeloso, que não deixa de ter seus altos e baixos, mas que nunca deixa de ser amor. Talvez temos laços entre nós mais fortes do que laços de família de sangue.
Hoje com 32 anos, casado e pai, não consigo desvincular a minha vida do trabalho com a juventude, me sinto apaixonado por ela, me identifico com ela, e com toda modéstia creio que ela se identifica comigo, pelo menos no ambiente religioso em que vivo. Como me diz um grande amigo: "agora você é assessor...rsrsrs", diz isso por causa do documento 85 da CNBB que diz que a juventude vai até aos 29 anos...
Eu faço parte da história do ministério jovem e ele da minha! Hoje quando ando pregando o evangelho por tantas cidades vejo quantos jovens fizeram sua experiência com Deus e me alegro no Senhor, e agradeço a Ele por me fazer digno dessa história. Você meu querido amigo e minha querida amiga, que lê essas simples palavras, você também é chamado a construir essa história, a marcar a sua vida com a presença do Reino de Deus. Somos Sentinelas da Manhã... sobre isso escrevo outra hora...
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